Tuesday, July 18, 2006

avanças o sinal e diz querer olhar meus escritos? para que? na minha frente, sem realmente lê-los, apenas fica a mostrar como se se importasse comigo. e saímos e temos uma noite péssima, e nos regozijamos juntos, um consolo mútuo que apenas eu sinto acontecer. e tudo está bem, tudo está batata frita, até quando a vejo com outro, e perco as estribeiras e bebo até não me lembrar de nada. talvez minha cabeça ainda esteja fedendo a álcool, mas é fato de que breves momentos de você apareceram enquanto estive entorpecido.

apenas momentos seus. sua safada.

Sunday, July 16, 2006

eu crio os conceitos mas a insegurança alheia põe tudo a perder; alguns podem achar que é uma atitude louvável, rock and roll até. eu acho simplesmente ridículo, demonstração de sentimentos baratos, pouco caso para com aqueles que precisavam da sua segurança. com isso vem a ruína, pedras amontoadas em cima de escombros, escacess de alimentos e sobreviventes da guerra sem conseguir olhar nos olhos um dos outros para poder dizer tudo aquilo que precisa ser dito. óbvio, a história registrará esse momento como uma grande falha e quem sabe, quando tratados de paz já estiverem acontecido, riremos ao sabor de um bom vinho sobre as viscissitudes que procederam. mas por enquanto, tudo está em ruínas e eu não sei se vou conseguir falar a respeito disso. nem com as pessoas que me são mais caras. sinto vontade de gritar.

pior ainda. sinto vontade de voltar no tempo e refazer.

se ao menos soubessemos o que é reservado para nós...

Tuesday, July 04, 2006

eu precisava saber o que fazer, precisava sair da confusão, do carinho e da personalidade, da decepção e do gosto. precisava me decidir entre dois caminhos e era difícil - nunca é fácil olhar dentro de você e ter de decidir entre o coração e a cabeça. é engraçado como as ações dos outros podem decidir as coisas para você. é como dizem: "a vida dá um jeito".

um dos maiores problemas das pessoas, e meu também, é querer ter controle de sua própria vida e das coisas que acontecem ao seu redor. na maior parte das vezes, pessoas como eu são todas angustiadas e pensam demais, embora algumas insistam em afirmar que não. será que é ruim perceber (ou aceitar) que as vezes o melhor é não ter o controle e simplesmente deixar que as coisas aconteçam, tomem seu rumo?

obviamente, isso implicaria na afirmativa de que outras pessoas estariam decidindo as coisas por você e, consequentemente, decidindo quais caminhos sua vida seguirá. mas é justamente isso o que quero mostrar: as pessoas já decidem as coisas por você mesmo sem seu consentimento. afinal, ninguém está dentro da sua cabeça para saber o que se passa lá, espertinho. e muitas vezes o que você pensava em fazer bate com o desejo "público", mesmo que isso acarrete em situações desagradáveis. aconteceu há pouco tempo comigo, e até agora os resultados ainda não chegaram. ou melhor, algum resultado já se deu: um pouco mais de paz de espírito.

é claro que quando o resultado é contrário aquele que queríamos (o que acontece na maior parte do tempo), tendemos a achar que insistência, trabalho, força e tantos outros méritos que fazem um ser humano valoroso (heh) poderão convencer as pessoas o contrário e assim poderemos tomar um pouco mais de controle sobre nossas vidas. só que nada disso importa, verdades são diferentes para um, assim como gostos. Nosso esforço é, então, inútil. cheio de conclusões pré-fabricadas dentro de nossas cabeças, tendemos a afundar. oh, resmungões.

eu gosto quando deixo a vida me levar. é prejudicial à saúde, claro, mas as vezes proporciona resultados gostosos como um nascer do sol. sabe, uma sensação quentinha bem boa. um amigo foi bem bacana comigo hoje (conversamos sobre o que está dito em pequenos pedaços decifráveis deste blog) ao dizer que não aguenta mais pessoas-porcaria; eu também não. mas não posso deixar de sorrir ao imaginá-las fazendo as decisões certas para uma pessoa como eu, um resmungão de marca maior. as vezes o tsunami pode ser bom, se você souber boiar.

é mais divertido ainda pensar no que as pessoas pensam de nós. será que elas pensam o número gigantesco de coisas que podem fazer para arruinar e maravilhar a vida de um outro, e será que elas não se dão conta do quão pequeno isso é? a maioria das pessoas têm uma dimensão de mundo muito pequena. talvez devessemos todos ficar o dia inteiro lendo sobre as coisas do mundo (embora isso só prove mais ainda o quanto somos pequenos) ao invés de ficarmos nos preocupando com o que os outros pensam e fazem por nós. mas sem as pessoas pequenas, como as grandes podem rir da cara delas?

ah, e as pessoas pequenas, ou as pessoas-porcaria, como meu amigo gosta de dizer, tomam certas decisões por nós que podem ser tão gostosas quanto o keep it together do guster. então, eu gosto de deixar a corrente me levar.

mas só as vezes, baby.