Friday, July 10, 2009

então, me visto de solidão e fico preso. afasto as pessoas repelindo os sentimentos enquanto vou lapidando as arestas, apenas destruindo o resultado final. finjo-me forte, enquanto por dentro definho com cada corte.

calma, é o que todos dizem. calma, tudo passa.

e a saúde a piorar.

Wednesday, July 01, 2009

we are all artists, we all have to somehow express ourselves, we all think we are more important than we really are, the aesthetic doesn't matter, the materials doesn't matter, we all guess the outcome, we choke on the mirror image, we lick it, kiss it and break it, and with a wounded frame we press on, the bleeding, the itching, fingernails painted red like the color of our lips.

like the weight of a thousand anvils on our shoulders.

Sunday, June 28, 2009

eu tinha medo que isso acontecesse, tinha esperanças de que fosse apenas ilusão, mas aí está: não estou conseguindo compor. não estou conseguindo criar. estou completamente paralisado e justo num momento onde o que mais preciso é justamente disso.

e eu ainda não sei se tenho energias para começar tudo do zero. isso não significa que eu vá pendurar as chuteiras, mas que desanima um pouco porque talvez eu tenha que trabalhar muito mais do que já trabalhei.

só espero que meu próximo projeto veja a luz do dia. o ultimo ficou dentro da gaveta por conta de uns babacas aí.

Monday, June 22, 2009

J'nuh

bebo para esquecer, esqueço para beber. é como ando levando a vida hoje.

se tem algo que me deixa alarmado é como meu corpo passou a reagir de maneira completamente diferente com a bebida com o passar dos anos. antigamente, eu bebia e sentia exatamente a hora que começava a ficar bêbado. avisava a todos, tomava um gole de água e aproveitava a bebedeira tranquilamente.

hoje, continuo bebendo sem parar, sempre achando que ainda estou bem. quando paro pensar, no dia seguinte, e percebo que, além das lacunas em branco, falei e fiz besteiras mil, noto que estava muito ébrio.

"I'm too, well I'm to late now
Call me something at all this time"

Wednesday, June 10, 2009

o sonho acabou.

por mais piegas que possa soar essa frase, ela me cai como uma luva depois de tudo que se deu hoje. parece que todo meu esforço, todo meu suor, todo meu trabalho foi jogado no lixo. isso com apenas algumas poucas frases de decepção de pessoas que eu jurava que nunca abandonariam a embarcação. parece brincadeira, depois de tantos anos, eu sofrer esse tipo de coisa novamente, mas não é. será que não há nada que eu possa fazer?

eu estou muito cansado para pensar em outras alternativas; em começar tudo de novo. já não sou mais criança e, talvez erroneamente, depositei esperanças e amor demais nesse conjunto. pensei que fossemos amigos mas, de uns tempos pra cá, as coisas foram tomando um rumo onde cada vez mais eu me sentia acuado, onde eu sentia que, cada vez mais, estava sendo podado.

aparentemente, vocês sentiam o mesmo. e é uma pena que depois de tanto tempo vocês se deixem levar por suas mesquinharias e não entendam que tudo é aparável com um pouco de conversa, com um pouco de-

não. depois de toda a sacanagem que vocês me fizeram hoje, não vale mais a pena consertar nada. não vale mais a pena nem vê-los na minha frente. é aquela mesma coisa que já escrevi anteriormente: se tem algo que odeio é quando as pessoas assumem as coisas, tomam suas verdades como absolutas e reagem de acordo com aquilo sem ao menos pensar no outro, ouvir uma segunda opinião ou serem um pouco mais maduros e deixarem certas coisas passarem, como uma reação minha.

confesso: não sou perfeito. tenho meus problemas. tenho meus espaços. sou exclusivista. mas não posso viver nem trabalhar sozinho. preciso dos meus amigos talentosos para tal. infelizmente, não posso me multiplicar em vários. se eu pudesse ter alguns poderes dos super heróis, eu escolheria apenas dois: teletransporte e multiplicação.

...esse blog aqui servia como uma lixeira, como um espaço onde, sempre após escrever, eu me sentia um pouco melhor, como se tivesse desabafado tudo. uma sensação de "ufa".

acho que dessa vez não vou sentir isso. dessa vez é diferente. dessa vez é a mudança que, inevitável a todos, acontece.

dessa vez é a morte.

Friday, May 22, 2009

daí você diz que não pode, que tem compromissos no dia. tudo bem, não questiono, mas um lado meu, o lado, talvez, ciumento, vai checar o que é tão importante. afinal, o que temos que fazer é pra ontem, o que temos que fazer é importante não apenas para mim, mas para outros que estão nisso conosco. me reprimo por bisbilhotar sua vida; isso é terrível. me reprimo ainda mais por julgar o que você diz ser importante; sei que não deveria. internet é foda.

daí eu penso que isso aqui também é internet. que você pode ver isso aqui. e graças a deus, ela consegue me regular.

daí eu amasso o pensamento e o jogo na lixeira.

***

só que minha lixeira está transbordando... como faço para incinerar o que existe dentro dela? ou será que preciso reciclar?

isso é tudo que não desejo, mas que acabo fazendo inconscientemente por não existir mais espaço para nada.

talvez, minha cabeça fragmentada seja apenas um reflexo de algo que eu não consegui aceitar ou definir.

e os depósitos vão enferrujando...

Wednesday, April 29, 2009

eu estou um pouco cansado de ouvir as mesmas músicas, de frequentar os mesmos lugares, de conversar com as mesmas pessoas, de estudar os mesmos assuntos, de usar as mesmas roupas, de brincar com os mesmos jogos, de comer os mesmos congelados, de beber as mesmas cervejas, de fumar os mesmos cigarros, de tocar a mesma guitarra, de reler os velhos mangás, de reclamar as mesmas reclamações, de observar sempre e decepcionar.

i want a change. quantos anos vai demorar para acontecer? parece que eu sou o único a andar em círculos - talvez eu esteja confundindo respeitar e viver por meus princípios com estagnação. mas eu também não quero ser um daqueles que fazem as coisas que todos fazem; não quero ir à praia, não quero viver em função de meu trabalho, não quero ter uma namorada certinha, não quero morar em uma casa convencional, com paredes e escadas, não quero precisar me vestir bem, não quero ter medo de andar na rua, não quero ser escravo da minha mente nem do meu corpo, quero poder seguir livremente minha consciencia.

por mais que ela, no fundo, queira fazer o que todos fazem. e então, o que eu faço? acho que tenho um lado certinho e outro bem maluco. eu preciso achar um equilíbrio entre eles; mas já vejo o decaimento lento de minha mente, como rolos de fita reproduzindo seguidamente o mesmo sinal, musical, mas degradante, daqueles que vão ficando graves e esvaindo-se conforme a resposta determina.

e que saco. acho que eu não gosto muito de mudanças, mas os outros continuam mudando para algo que eu não gosto. ê, teimosia!!!