Thursday, March 31, 2022

 Oi, Winning.

É. Oi, Winning. Porque o Stealth Speak de quando comecei isso aqui não faz mais sentido. Porque eu não consigo me enxergar mais no que está escrito e porque não lembro de metade das pessoas que fizeram parte da minha vida aqui. Porque a simples frase "winning a battle, losing the war" só faz sentindo para quem é muito jovem, alguém que não consegue enxergar perspectivas e só pensa em perda.

Eu queria conseguir escrever aqui. Sobre minhas dores. As perdas que tive. A dor da morte da minha mãe. As questões que tenho no meu relacionamento atual. A forma como não consegui esquecer de vez minha ex e sempre parece que ela está lá e é uma sensação super esquisita. Minha preocupação com minha vida adulta. Meu alcoolismo, que é sério, e me mata a cada dia. Minha completa falta de concepção do que é arte e meu artist block absurdo, onde não consigo mais compor nada e tudo que faço é inócuo, sem emoção, sem carisma, sem profundidade.

Eu sou uma casca do que fui. 

Tuesday, July 23, 2019

Eu estou quebrando. Eu estou me sentindo horrível, uma pessoa alcoólatra com medo de se tornar exatamente o que já é, alguém que eu tenho nojo! Além disso, eu não tenho escapatória da situação que a vida me colocou; parece que pregaram uma peça comigo. E agora eu vagueio nesse condomínio que não é a minha casa, sozinho, bebendo uma garrafa de vinho inteira sozinho, me sentindo como se o mundo tivesse me traído, como se eu estivesse dentro de um buraco gritando pela escada.

Sem liberdade, sem momento, voltando a ser um adolescente, por uma situação que eu não criei e que não tenho movimento. O medo de virar um alcoólatra, um drogado, é real, daqueles que me deixam com mais medo ainda!

Sabe o que é pior? Eu falava de medo o tempo inteiro antigamente a agora parece que tudo que eu achei que tinha resolvido volta como um trator! E eu me esqueci de como era escrever bem, de como era ser erudito, de como era gostar de ler e de fazer por onde. Me esgueiro em quem fui e nas idéias que tinha do que era ser uma pessoa interessante, mas isso já tem tanto tempo que nem sei mais.

Me perdi completamente e agora estou num buraco sozinho, sem minha pequena (por causa de minhas indecisões e sofrimento), sem eu mesmo, sem nada, apenas o barulho incessante da televisão da sala que resvala no meu quarto e não me deixa dormir e me dá apenas vontade de quebrar tudo.

E aí eu fico no escuro na cozinha, esperando um milagre acontecer e me tirar daqui, desse inferno que a minha vida se tornou de dois meses pra cá e ouvir Baroness não está ajudando.

E eu não quero revisitar nem revisar esse texto, eu só quero explodir em ódio e raiva e ressentimento. Porque tudo que eu acreditei desde moleque foi uma mentira. O meu melhor amigo era um banana. O meu companheiro é um idiota. E a minha... sei lá o que ela é! Ela apenas demonstra cada vez mais ser alguém com quem eu tenho de baixar a cabeça e que nunca possa olhar igualmente. Eu me esforço para que todos sejam iguais, mas de nada adianta numa estrutura falida e velha.

Eu só quero fugir daqui, só quero fazer minha vida em outro lugar. Eu sou mimado pra caralho. Mas eu queria sair disso. Eu preciso viver minha vida, preciso sair daqui, não dá, não dá, não dá, não dá, não dá, não dá não dá, não dá, não dá, não dá, não dá, não dá, não dá, não dá, não dá, não dá, caralho, não dá, pqp, não dá, não dá, foda-se a erudição, foda-se essa merda, não dá, não dá, não dá

eu to velho demais pra isso pqp

Friday, January 25, 2019

Faz um tempo, né, wnnng?

Faz um tempo que eu não conto as minhas coisas. Que não me debruço aqui e viscero minhas dores; aquele vômito que precisa ser dito. Sim, essas palavras rebuscadas são como eu sempre fiz aqui, de uma maneira que eu não entendo mais quando volto a ler.

E agora, com 35 anos, perante um momento absurdo de mudança, com a realização de que minha vida adulta é um fracasso, de que não terei nenhum tipo de herança para levar comigo, de que adiantou tanta erudição, tanta forma bonita de escrever palavras, tanta forma especial de me referir aos meu sentimentos? De que adiantou tudo que tentei construir até agora?

A verdade é que tudo o que sobrou foi um cara meio novo, meio velho, com medo de lidar com as coisas como elas são, que é preso por familiares extremamente diferentes e distantes que só me pagam a comida na mesa porque eu sou "família". Que me vêem como um tipo de nobre inexistente, alguém com uma legacia que nunca existirá, alguém que não é nada.

Eu sempre tive medo de virar meu tio. Talvez eu seja muito pior que ele, talvez eu seja apenas lodo que fica se esgueirando na parede úmida de pedra, se alimentando de restos e sobrevivendo apenas da lembrança do frio.

Mas ao mesmo tempo, eu quero dar nome aos bois; eu quero poder me explicar melhor aqui, para que no futuro eu entenda o que está acontecendo.

Eu não tenho mais herança. Minha mãe quer vender tudo. Eu não sei se eu amo minha companheira, mas ela está do meu lado. Eu ainda sinto coisas pela memória que tenho da minha ex, por mais que ela tenha me destruído. Eu nunca mais consegui ser o cara confiante no meu trabalho depois da minha antiga banda.

A Eloísa falava que meus pais me ensinaram tudo errado. Ela estava certa.

Sunday, November 18, 2018

Eu estou me sentindo completamente afogado. Daquelas sensações de não conseguir sair de um sonho ébrio apenas por estar nele o tempo inteiro. Eu não consigo nem mais fazer sentido em uma frase, em um sentimento. O que está acontecendo comigo?

Há pouco tempo atrás eu era certo de minhas virtudes, das coisas que eu tinha conquistado; agora me sinto refém de uma pessoa, de uma situação e da maneira como a vida resolveu pregar várias peças em mim.

Agora eu fico aqui, preso, afundado em dívidas que não são minhas, tendo que resolver situações que fogem ao meu controle. E me sinto preso, com uma corda em volta do meu pescoço, afundando cada vez mais.

E sabe o que é o pior? Me faltaram palavras para escrever o que estou sentindo e o que estou vivendo.

Thursday, June 21, 2018

Mesmo sem te ver ainda posso sentir. Hoje faz um mês que não consigo dormir. Tento não falar e é difícil te ouvir, tudo faz lembrar. Doi não te ver aqui.

As fotos que eu guardei, os discos que ouvimos juntos, tem você em tudo aqui.

Vou reaprender a andar. Reaprender a andar.

Se eu tinha pressa de chegar, hoje eu prefiro ir devagar. Cansei de correr.

Deixa o tempo passar. A gente nunca sabe o que vai acontecer.

...

To ouvindo essa música do Menores Atos para tentar exemplificar um relacionamento que tive no passado e a letra, escrita, me parece tão boba. Infantil, quase. O que eu vivi com minha ex, tudo que sofremos após o término, as coisas que sei que ela ainda sente e que eu ainda sinto, a dor tão grande em meu peito, as coisas guardadas aqui que são impossíveis de serem colocadas para fora

é tanta, tanta dor

...

saudade dói só de dizer
vou reaprender a andar...

Thursday, January 18, 2018

Quem era a menina levemente nervosa e magrinha, de 2013? Quem era eu em 2013? Eu tenho um zilhão de coisas guardadas aqui dentro. ,skjaspoeapjsepajepajepaojsepajsoepoasjel

Monday, December 25, 2017

eu não escrevo mais aqui.