Tuesday, November 29, 2016

É oficial. 2016 é o pior ano da minha vida. Mas sabe o que é pior? É que eu acho que não é só o pior ano da minha vida. É o pior ano de nossas vidas. Da sua, dos seus parentes, dos seus amigos e de seus colegas de trabalho.

É o ano da falta de dinheiro, da crise mundial do capitalismo, da falta de organização e compreensão e, principalmente, da falta de empatia e da cegueira.

Um ano que nos deu tragédias como Mariana e Chapecoense, que elegeu Trump, Crivella e Dória e viu um mundo inteiro convergir para um extremismo, um radicalismo, um retrocesso sem sentido, que viu pessoas outrora esclarecidas querendo fazer justiça com as próprias mãos.

Falando de mim, agora, foi o ano que me viu perder completamente minha perspectivas de trabalho, foi o ano que fez um infarto e um AVC no meu tio mais próximo, foi o ano que me tirou, de maneira bruta, grosseira e dolorosa, a garota que mais amei na minha vida, foi o ano que me tirou os amigos, que brigaram todos por questões idiotas...

Se tem uma frase que pode definir 2016 é perda. Perda dos entes queridos. Perda de amor. Perda de dinheiro. Perda de perspectiva.

Qual o motivo de continuar vivo no meio desses desespero todo, dessa dor toda, desse radicalismo idiota, dessa falta de amor, desse egoísmo?

Eu gostaria de ver um fio de esperança. Mas está difícil.

Que venha 2017. E que a terceira guerra mundial não ocorra.

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