Eu não estou legal. As sementes de dúvida que você plantou ao longo de nosso relacionamento finalmente desabrocharam em flores murchas e em dúvida e eu me sinto isolado do mundo, preso em uma floresta de desapontamento. O desconforto de estar me achando feio, o desespero de saber que você já está com outro, a tristeza de saber que você nem ao menos esperou um pouco.
Você nunca entendeu o que passei. Você ainda acha que eu estou saindo a noite e beijando uma série de outras meninas. Você não entende o que causou quando, naquela nossa tentativa vã de salvarmos o barco que já estava furado, sugeriu a abertura de nosso relacionamento. Você nunca vai saber como me senti quando você me dizia que minha arte não tinha valor o suficiente ou quando me falava barbaridades sobre a minha personalidade de como ela te feria quando eu fui apenas eu mesmo e nunca - nunca! - fiz nada a não ser apoiá-la e ajudá-la em tudo. Ou como eu fiquei em frangalhos quando vi você flertando com outro cara sem querer - ele a chamando de linda, você correspondendo, num momento em que estávamos tentando salvar nosso relacionamento e de como, logo após, você voltou a me pedir em namoro só para dois dias depois terminar comigo novamente. O que você queria comigo, me tratando daquele jeito? Me manipular? Tripudiar de meus sentimentos?
Você não compreendeu meu desespero quando eu te contei que transei com outra - e eu lhe contei apenas porque você me perguntou. Nós já estávamos terminados e cometemos o erro, o erro que tantos fazem, só que você se permitiu mais uma última facada em quem você jurava amar.
Tudo que você fez comigo não é amar. Você transformou um cara confiante em uma colcha de retalhos, furada e precisando de reparos. O mais incrível é que, depois da casa Daros, eu mesmo falei que estava chateado comigo por estar me colocando nessa situação. Só que eu não consegui sair. Eu não conseguia ficar longe de você por conta de tudo que vivemos.
E agora aí está você, magnânima, talvez pela primeira tendo conseguido o que queria e que me contou no início de nosso relacionamento: se ver completamente por cima, superior, para aí sim poder flertar com quem quiser e com todo mundo, porque na verdade você não ama ninguém, você não gosta de ninguém e você é absurdamente cruel.
Como seu amigo me disse, você fez a mesma coisa com seu ex-namorado e era esperado que fosse assim comigo também. E agora, você fará a mesma coisa com o cara que está enfiando a piroca em você?
"Ah, mas como você sabe disso? Alguém te falou alguma coisa?" Sim, falaram, sim, me contam as coisas, sim, eu sei porque eu intuo, porque eu vejo e porque, talvez, finalmente, eu te conheça.
Eu nunca deveria ter ficado com você aquele dia na Casa da Matriz. Por mais que brevemente tenha sido incrível, o que vai sobrar não são esses momentos, mas sim as cicatrizes que agora eu carregarei para o resto da minha vida e que, invariavelmente, me mudarão para sempre.
E você ainda tem a pachorra de me perguntar se está tudo bem. Não, não está, era isso que você queria, não é? Se você quer vir conversar comigo, você tem que primeiro falar de seus sentimentos, de como você está se sentindo, do que sente por mim, que só aí, talvez, eu consiga falar abertamente com você e, como sempre, mediar racionalmente a conversa.
O wnnng bttl lsng th wr sempre foi um blog onde eu coloco o lixo que fica na minha cabeça. Tá na hora de jogar o lixo fora na vida real também.
Feliz Natal no pior Natal da história dos Natais.
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