Wednesday, September 02, 2015

Faz tempo que não escrevo aqui. Passei a enxergar esse local como um data center do passado, com seus velhos discos rígidos sendo reparados sempre apenas para que a informação não se perca e tenhamos referência para o futuro. Ah, o quão enganado eu estava. Esse local não representa o tempo, mesmo porque o tempo não é algo tangível para nós. Esse local também não representa o que fui, o que sou e o que me tornarei no futuro. Não, esse local representa o único sentimento que sempre estará comigo, aquele que me deu as mãos diversas vezes enquanto me assombrou tantas outras, como um fantasma sempre a espreita nos corredores e esquinas mais escuras que insistimos em passar; esse local representa a Solidão.

A Solidão, aquela mesma que achei ter superado em 2013, que achei ter vencido com minhas vitórias em tantas conquistas profissionais e emocionais. A vida é uma montanha russa e se existe algo consistente é que sempre tudo irá mudar; então, dessa vez, de bom grado, aceito seu retorno, Solidão. Só que, agora, você tem um nome, você tem uma personalidade, e eu não tenho mais medo de você, pois sei de suas condições. Sei como você trabalha e sei o que realmente quer de mim.

Me dê as mãos, Solidão. Vamos dar uma volta. Vamos conversar. Talvez eu ainda precise enxergar o que você precisa me mostrar. Vamos dar uma volta de barco ou de avião e vamos conhecer outros mundos até que eu consiga me despedir mais uma vez de você.


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