E, num sábado, nós saímos para uma exposição, almoçamos um sanduíche, viemos para minha casa, terminamos e transamos. Foi a última vez que senti sua pele na minha, seu beijo, seu carinho e seu sexo no meu. Agora, passada mais de uma semana, tudo que resta é uma saudade imensa, um medo absurdo de te encontrar em qualquer lugar, um receio apavorante de ver com outro homem, aos beijos e carícias, porque nós dois sabemos que será mais fácil para você. Os abutres rondam as carniças.
Um amigo meu insiste em me falar que eu sou o mais velho, eu devo ser o mais maduro. Obviamente não repetirei a impulsividade de outrora, aquela vontade irascível de seguir meus sentimentos, pois já não tenho mais energias e, francamente, é bem tolo e idiota. Mas as vezes da vontade; as vezes dá vontade de ter perto; de escrever um e-mail gigante para você com tudo que estou sentindo; de insistir para que você me diga o que está pensando agora, com quem está flertando, onde está indo e como estão as coisas.
Daí você me manda um Snapchat com uma foto de um presente que te dei. Você pendurou um dos cartões na parede e compartilhou um coração comigo. Então eu me coloco no meu lugar e percebo que, talvez, apenas com essa imagem, você tenha dito muito mais do que eu poderia achar que gostaria de ouvir e meu coração, egoísta, fica mais calmo.
Eu realmente não queria que as coisas tivessem terminado entre nós desse jeito, Brownie. Eu queria te beijar agora. Eu queria te contar como estou com saudade. Mas é nessas horas que é preciso ser racional e seguir em frente.
Eu te amo.
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