Wednesday, May 21, 2014

E eu fui me apaixonar por uma novinha. E essa novinha aceitou namorar comigo. E tudo aconteceu rápido, mágico. Só que sempre vem aquela minha velha amiga, a insegurança, me assombrar. Os anos me deixaram mais calejado; me deixaram mais preparado para tais coisas. Aprendi o que falar e como me portar, numa falsa sinceridade que é composta de meias verdades: enquanto meu bom senso e razão acreditam no que disse, meu estômago dá voltas e meu coração se cai inquieto, com medo.

Eu deveria confiar nela; eu deveria não ser o que ela se queixou para mim que outros eram. Mas é quase impossível não sucumbir ao medo depois de tantas decepções que tive em meus 30 anos de vida. Apesar de sua insistência em me dizer que quer estar comigo, que é louca por mim assim como eu sou por ela, fico inseguro. Fico com medo de perdê-la.

Sei, porém, que ao sucumbir a esse medo, me ponho como o cara que fui aos 20 anos e talvez agora eu entenda mais o que uma de minhas ex-namoradas sentiu comigo. Verdade seja dita: eu continuo um moleque inseguro. A única diferença é que agora eu penso duas vezes antes de fazer qualquer coisa quando num relacionamento.

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