Ora, eu sempre fui diferente. Não quero pensar como todos; não sou um irresponsável. Minha vida diz respeito apenas a mim mesmo, da mesma maneira que eu não tenho absolutamente nada a ver com as decisões, seja quais forem, dos outros.
Esses dias me peguei pensando que eu não sou como a maior parte das pessoas e até mesmo de meus amigos. Eu não consigo ter one-night stands; me atrai e excita o romance e a conquista; não quero sair transando com qualquer uma; preciso ser assegurado de que sou desejado, de que sou querido, pois isso é algo que é muito difícil para mim; sou uma bagunça, um pastiche das experiências que vivi até então. Não me sinto melhor ou maior por isso, é apenas uma constatação de algo que, talvez, precise mudar. Me chamem de incongruente, mas é quem sou.
E como eu gostaria que as pessoas vissem que minhas decisões não são fruto de inexperiência ou imaturidade e, sim, conclusões sóbrias sobre a vida moderna nesse país horroroso no qual vivemos.
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