e ela veio à minha porta. bateu três vezes e eu, desconfiado, não abri. resolvi beber um pouco mais, ligar para alguns amigos, mas não saí de casa; de nada adiantou, ela bateu novamente. dessa vez, até que eu me convencesse que era necessário que eu abrisse a porta.
ela entrou, silenciosamente, sentou-se e me encarou com seus olhos negros. seus longos braços alvos se mexeram e eu - por que? - resolvi me aproximar. ela estendeu o braço direito, enfiou-o em meu estômago, e torceu minhas entranhas.
saiu logo após.
ah, solidão... você que me era tão cara... justamente agora era o momento no qual eu não precisava de você.
Friday, February 25, 2011
Monday, February 21, 2011
o problema é que as pessoas tratam de felicidade e tristeza como coisas excludentes; quando se tem um, o outro não existe e vice-versa. eu não vejo a vida dessa maneira, nesse preto-e-branco cartesiano, da mesma maneira que não consigo enxergar a vida através dos sentimentos de culpa que nossa sociedade insiste em impor, quase obrigatoriamente. não, eu não sou assim. se eu não posso me libertar das amarras fisicamente, ao menos minha mente não mais ficará presa a elas e eu poderei ter um pouco de paz de espírito para conviver com meus próprios demonios.
da mesma maneira que não sentimos apenas um sabor quando provamos uma iguaria culinária, também não vivemos apenas um sentimento quando somos colocados em quaisquer situação que os provoque - de desconforto ou não. ou vão me dizer que vocês pensam apenas em uma coisa nos momentos mais críticos?
da mesma maneira que não sentimos apenas um sabor quando provamos uma iguaria culinária, também não vivemos apenas um sentimento quando somos colocados em quaisquer situação que os provoque - de desconforto ou não. ou vão me dizer que vocês pensam apenas em uma coisa nos momentos mais críticos?
Wednesday, February 09, 2011
o post de 10 de junho de 2009 me cabe bem;
"o sonho acabou
por mais piegas que possa soar essa frase, ela me cai como uma luva depois de tudo que se deu hoje. parece que todo meu esforço, todo meu suor, todo meu trabalho foi jogado no lixo. isso com apenas algumas poucas frases de decepção de pessoas que eu jurava que nunca abandonariam a embarcação. parece brincadeira, depois de tantos anos, eu sofrer esse tipo de coisa novamente, mas não é. será que não há nada que eu possa fazer?
eu estou muito cansado para pensar em outras alternativas; em começar tudo de novo. já não sou mais criança e, talvez erroneamente, depositei esperanças e amor demais nesse conjunto. pensei que fossemos amigos mas, de uns tempos pra cá, as coisas foram tomando um rumo onde cada vez mais eu me sentia acuado, onde eu sentia que, cada vez mais, estava sendo podado.
aparentemente, vocês sentiam o mesmo. e é uma pena que depois de tanto tempo vocês se deixem levar por suas mesquinharias e não entendam que tudo é aparável com um pouco de conversa, com um pouco de-
não. depois de toda a sacanagem que vocês me fizeram hoje, não vale mais a pena consertar nada. não vale mais a pena nem vê-los na minha frente. é aquela mesma coisa que já escrevi anteriormente: se tem algo que odeio é quando as pessoas assumem as coisas, tomam suas verdades como absolutas e reagem de acordo com aquilo sem ao menos pensar no outro, ouvir uma segunda opinião ou serem um pouco mais maduros e deixarem certas coisas passarem, como uma reação minha.
confesso: não sou perfeito. tenho meus problemas. tenho meus espaços. sou exclusivista. mas não posso viver nem trabalhar sozinho. preciso dos meus amigos talentosos para tal. infelizmente, não posso me multiplicar em vários. se eu pudesse ter alguns poderes dos super heróis, eu escolheria apenas dois: teletransporte e multiplicação.
...esse blog aqui servia como uma lixeira, como um espaço onde, sempre após escrever, eu me sentia um pouco melhor, como se tivesse desabafado tudo. uma sensação de "ufa".
acho que dessa vez não vou sentir isso. dessa vez é diferente. dessa vez é a mudança que, inevitável a todos, acontece.
dessa vez é a morte"
"o sonho acabou
por mais piegas que possa soar essa frase, ela me cai como uma luva depois de tudo que se deu hoje. parece que todo meu esforço, todo meu suor, todo meu trabalho foi jogado no lixo. isso com apenas algumas poucas frases de decepção de pessoas que eu jurava que nunca abandonariam a embarcação. parece brincadeira, depois de tantos anos, eu sofrer esse tipo de coisa novamente, mas não é. será que não há nada que eu possa fazer?
eu estou muito cansado para pensar em outras alternativas; em começar tudo de novo. já não sou mais criança e, talvez erroneamente, depositei esperanças e amor demais nesse conjunto. pensei que fossemos amigos mas, de uns tempos pra cá, as coisas foram tomando um rumo onde cada vez mais eu me sentia acuado, onde eu sentia que, cada vez mais, estava sendo podado.
aparentemente, vocês sentiam o mesmo. e é uma pena que depois de tanto tempo vocês se deixem levar por suas mesquinharias e não entendam que tudo é aparável com um pouco de conversa, com um pouco de-
não. depois de toda a sacanagem que vocês me fizeram hoje, não vale mais a pena consertar nada. não vale mais a pena nem vê-los na minha frente. é aquela mesma coisa que já escrevi anteriormente: se tem algo que odeio é quando as pessoas assumem as coisas, tomam suas verdades como absolutas e reagem de acordo com aquilo sem ao menos pensar no outro, ouvir uma segunda opinião ou serem um pouco mais maduros e deixarem certas coisas passarem, como uma reação minha.
confesso: não sou perfeito. tenho meus problemas. tenho meus espaços. sou exclusivista. mas não posso viver nem trabalhar sozinho. preciso dos meus amigos talentosos para tal. infelizmente, não posso me multiplicar em vários. se eu pudesse ter alguns poderes dos super heróis, eu escolheria apenas dois: teletransporte e multiplicação.
...esse blog aqui servia como uma lixeira, como um espaço onde, sempre após escrever, eu me sentia um pouco melhor, como se tivesse desabafado tudo. uma sensação de "ufa".
acho que dessa vez não vou sentir isso. dessa vez é diferente. dessa vez é a mudança que, inevitável a todos, acontece.
dessa vez é a morte"
eu deveria estar acostumado a pessoas que não cumprem o que prometem. será que não aprendi nada com o passar do tempo?
e vou endurecendo...
tem coisas que eu preciso te devolver, já que é pra terminar assim, sem ao menos um esclarecimento, uma conversa, algo verdadeiro. falando em verdades, quando foi que nosso relacionamento se tornou uma mentira?
Monday, February 07, 2011
tive um sonho terrível ontem, onde você vinha até a minha casa, almoçava comigo e meus pais e transava comigo, sempre distante. sua vagina começou a soltar uma secreção estranhíssima e muito nojenta - onde nós paramos instantaneamente para nos limpar e começamos a conversar. depois de eu muito insistir, você finalmente me contou o que estava realmente acontecendo: uma outra pessoa, uma outra garota, que a deixou encantada.
brigamos, te expulsei da minha casa, chorei.
Thursday, February 03, 2011
eu acho que entendo muito bem o que o john lennon estava sentindo quando escreveu "god". assim como ele, fui abandonado por tudo e por todos que amei; meus amigos estão indo por outros caminhos dos quais não compartilho, minhas bandas, aquelas que amei, dei meu suor, acabaram, assim como a maneira que eu costumava fazer letras foi embora porque eu, tolo, deixei isso acontecer. também me deixaram meus antigos amores, cada uma procurando uma coisa que não encontrou em mim.
está na hora de cair na real e perceber as coisas que john percebeu no fim da música. "I was the Dreamweaver/ But now I'm reborn/ I was the Walrus/ But now I'm John/ And so dear friends/ We just have to carry on/ The dream is over" é de uma verdade absoluta, mundial, universal para o meu mundo. e apesar de dizer que tudo que vivi em minha cabeça foi como milhões de relacionamentos reais e que aprendi com todos os amores platônicos, eu sinto muita falta de dias melhores.
dias onde vocês precisavam de mim. parece que a vida está me dizendo para sair daqui, já que eu não faço mais parte da vida de ninguém, sou apenas, talvez, uma lembrança de dias passados.
o problema é a dúvida: será que ir para o exterior não é apenas uma maneira de me afastar ainda mais de todas as pessoas? ou será que é apenas o medo de uma nova aventura falando no meu coração?
acho que essas resposta nunca poderá ser respondida até que eu vá para lá. acho que essa resposta nunca poderá ser respondida porque não depende só de mim. eu odeio depender dos outros.
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