Sunday, March 06, 2011

você está em todo o lugar na internet; no twitter, no facebook, nos sites que frequento assiduamente. quem será que tem o seu coração agora? da mesma maneira que não quero mais saber sobre você, isso é apenas uma meia-verdade: morro de medo que me retire de seus contatos, fico com o coração apertado quando vejo as coisas que você coloca online. eu ainda não entendi como você resolveu, do nada, cortar relações comigo. eu não pretendia ficar com você pelo resto de minha vida, mas nossa ruptura foi cedo demais.

e aí eu estou aqui, sozinho, esperando para que meu coração fique quieto novamente, da maneira que você o encontrou há um ano atrás. parece que foi ontem que nós nos conhecemos, mas já faz quase um ano. eu gostaria muito de poder comemorar essa data com você.

e as canções de amor que ouço naturalmente parecem dilacerar meu coração. entro em contato com outras meninas, umas me chamam para sair, até mesmo uma que já gostei anteriormente, mas nenhuma delas é você. eu nunca imaginei que terminar da maneira que terminamos, sem brigar, eu tentando ser compreensivo, understanding, pudesse ser tão opressor. um sentimento nauseante, sufocante, angustiante de opressão, de imobilidade.

é muito mais fácil quando somos jovens e quando podemos perder a cabeça, falar algumas palavras baixas, subverter o sentimento e transformá-lo em outro e ignorar tudo com uma pequena ajuda de amigos que também vivem como pequenos adultos. com a idade vem a responsabilidade de cuidar não apenas de mim, mas também de todas as pessoas às quais me relacionei; são pouquíssimas, mas você está entre elas e eu não posso simplesmente ignorar esse fato. não posso voltar a ter os comportamentos irrepreensíveis que um dia tive, ou até mesmo que sempre tentei ter mas nunca consegui.

é aterrorizante ter que encarar a minha vida daqui para frente com toda essa carga acumulada.

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