o post de 10 de junho de 2009 me cabe bem;
"o sonho acabou
por mais piegas que possa soar essa frase, ela me cai como uma luva depois de tudo que se deu hoje. parece que todo meu esforço, todo meu suor, todo meu trabalho foi jogado no lixo. isso com apenas algumas poucas frases de decepção de pessoas que eu jurava que nunca abandonariam a embarcação. parece brincadeira, depois de tantos anos, eu sofrer esse tipo de coisa novamente, mas não é. será que não há nada que eu possa fazer?
eu estou muito cansado para pensar em outras alternativas; em começar tudo de novo. já não sou mais criança e, talvez erroneamente, depositei esperanças e amor demais nesse conjunto. pensei que fossemos amigos mas, de uns tempos pra cá, as coisas foram tomando um rumo onde cada vez mais eu me sentia acuado, onde eu sentia que, cada vez mais, estava sendo podado.
aparentemente, vocês sentiam o mesmo. e é uma pena que depois de tanto tempo vocês se deixem levar por suas mesquinharias e não entendam que tudo é aparável com um pouco de conversa, com um pouco de-
não. depois de toda a sacanagem que vocês me fizeram hoje, não vale mais a pena consertar nada. não vale mais a pena nem vê-los na minha frente. é aquela mesma coisa que já escrevi anteriormente: se tem algo que odeio é quando as pessoas assumem as coisas, tomam suas verdades como absolutas e reagem de acordo com aquilo sem ao menos pensar no outro, ouvir uma segunda opinião ou serem um pouco mais maduros e deixarem certas coisas passarem, como uma reação minha.
confesso: não sou perfeito. tenho meus problemas. tenho meus espaços. sou exclusivista. mas não posso viver nem trabalhar sozinho. preciso dos meus amigos talentosos para tal. infelizmente, não posso me multiplicar em vários. se eu pudesse ter alguns poderes dos super heróis, eu escolheria apenas dois: teletransporte e multiplicação.
...esse blog aqui servia como uma lixeira, como um espaço onde, sempre após escrever, eu me sentia um pouco melhor, como se tivesse desabafado tudo. uma sensação de "ufa".
acho que dessa vez não vou sentir isso. dessa vez é diferente. dessa vez é a mudança que, inevitável a todos, acontece.
dessa vez é a morte"
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