construo o ambiente e decoro-o com belos móveis e adereços. coloco algumas coisas de que gosto, mas também deixo que coloque o que quiser e me sinto confortável com isso. algumas coisas de ultima geração, um toca discos antigo, amplificadores de instrumentos musicais, alguns quadros pós modernos, um cartaz com o brasão do arsenal impresso.
nesta sala nunca falta música e sempre há algo novo para se ouvir. a geladeira, localizada a apenas alguns metros da mesa de jantar, é pequena, mas comporta o suficiente: bebidas para que fiquemos ébrios, onde a música fica melhor, as piadas mais engraçadas, as conversas mais interessantes.
seus lábios cortados são como aqueles que eu costumava desenhar em canvas e papéis que não mostrei a ninguém. mas, bêbado, acabei por retirar o lixo do lixo para alguns conhecidos olharem. mas não tem problema. a sala continua agradável.
você começa a perder um pouco a cabeça, sua boca já está seca, ofereço uma bebida, o que quer eu posso oferecer. você só quer outra marca, e vai atrás dela, nem que seja por um breve momento.
a música desafina, as pessoas vão embora, a visão fica turva e a cabeça chora. a festa acabou, amanhã temos trabalho, faculdade, curso, academia, ensaio, laboratório - e não adianta lamentar a casa estar uma bagunça. é só limpar.
o problema é que as vezes não conseguimos.
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