não sei exatamente como aconteceu, mas o fato é que estou dividido.
1) talvez a convivência e a falta que uma fez tenha plantado leves, mas mortais, bombas em meu cérebro enquanto eu pensava nela. toda vez que eu me aventurava numa caminhada pelo campo minado, elas explodiam, uma a uma, numa sinfonia saturada, lenta e quase sufocante.
quando saí do torpor, ví-me imerso num sentimento que talvez eu estivesse me forçando a acreditar ser verdade apenas por perceber uma anomalia em nossa relação. agora é tarde demais; de tanto acreditar, de tanto querer, o sentimento acabou imprimindo-se e a tinta não quer sair.
me orgulho de você como senti por poucas pessoas.
2) a outra: ah! a outra, que mora longe e que sempre foi-me querida. a vi apenas algumas poucas vezes na vida, mas com ela sempre fui quase-todo-sincero - algo bem difícil de se conseguir tirar de minha pessoa. agradáva-me sua aparência e seu fogo impetuoso para com seus próprios sentimentos; algo que já existiu em mim, que a falta dói muito e que estou sempre a procura, com olhos e pele esbranquiçados da perda.
e as mensagens foram indo e vindo, indo e vindo, aleatoriedades minhas e suas, até o ponto onde uma simples verdade sua bateu fundo aqui dentro e agora já não consigo mais esquecê-la nem perder a imagem de suas fotos quando fecho os olhos.
com vocês é tudo uma grande incerteza, é tudo uma grande dúvida. meus sentimentos sempre me traíram e minha covardia não me permite dizer nada sobre isso. agora fico agonizando letras em uma página, provavelmente esquecida, que uma de vocês provavelmente lerá e morro de medo disso.
3) e ainda existe aquela por qual meus olhos viraram há pouco. não é nada demais, mas a diversão cativou-me. e como já disse antes: eu amo é a conquista.
mas tudo isso são apenas mentiras.