Saturday, December 16, 2006

é engraçado como o tempo realmente muda as coisas. e ao olhar pessoas que já tive ternamente aqui dentro, muito mais do que gostaria e do que poderia controlar, não sinto mais nada. é engraçado, muito engraçado.

Tuesday, December 12, 2006

um e-mail.

sinceramente, qual é a sua? você me diz coisas e faz outras. (aliás, você foi sempre assim). não que eu não entenda o que talvez esteja passando na sua cabeça. mas suas ações não correspondem nem um pouco ao que você diz ou o que na verdade quer acreditar. eu fico sempre chateado ao ver suas ações frente a mim e apenas dirijo esse e-mail a você porque eu gosto de você mesmo.

você diz que gosta de mim, que me respeita, que não entende porque eu não fico com outras mulheres. bem, além de eu não ser exatamente um modelo de beleza masculina e ser indie e liso (hahaha), eu não o faço por respeito a você (como bem já disse) e também porque não quero de maneira nenhuma vê-la triste e/ou chateada se alguma vez eu fizer merda. me policio muito quando estou perto de você ou quando estou perto de amigos seus. meu coração me ilude e não reconhece a luz do dia, mas eu não faço nada a respeito do que ele diz para mim.

já você, ah, você, eu sei o que você anda fazendo. faz até na minha frente, escuto das pessoas que estão a seu redor. me chateio por considerar você. me chateio por ver sua falta de apreço para com minha pessoa. que papel de idiota eu fiz todo esse tempo, falando as coisas que falei para as pessoas que confessei! hoje mesmo, não aguentava a hora que eu fosse embora para que pudesse se estragar naqueles braços peludos.

não me importo nem um pouco que faça esse tipo de coisa, nem que tenha esse tipo de atitude. só não tente empacar a minha foda quando eu necessito dela, só não me fale mentiras de que não consegue estar com ninguém pois a sua cabeça vem a minha pessoa.

Saturday, December 09, 2006

estava me lembrando de como minha intuição funciona muito bem as vezes. ela já fez acontecer coisas que seriam racionalmente impossíveis, como ver a pessoa querida dentro de um recinto sem estar dentro dele e até de escapar da morte (ou ao menos de um acidente bem feio) ao pegar um caminho supostamente menos conhecido que o outro apenas por sentir que coisas boas aconteceriam se eu seguisse aquela estrada. talvez minha intuição esteja associada a minha capacidade de sentir ou de ter que percorrer caminhos difíceis. sinto falta dela.

Saturday, December 02, 2006

sinceramente, me abalei hoje. me abalei ao ver seus lábios num outro homem. me perguntei se ele tinha alguma coisa que eu não tenho; besteiras de quando estamos realmente gostando de alguém, ou não. você rebola e vem com seus lábios grossos na minha direção e eu finjo que o problema é da vida. falo um bando de asneiras que você engole, ou finge engolir, para depois voltar seus braços e sua cabeça ao ombro rapaz. faço uma cara de quem acordou chupando um limão e tenho devaneios de te mandar uma carta falando meus sentimentos por sua pele branca como cerâmica, seu sorriso farto e seus cabelos tingidos de vermelho.

na luz do sol somos diferentes. reparas o quanto eu não sou quem você sempre via quando estávamos velados a escuridão de ambientes abafados pela fumaça de cigarros. eu reparo o quanto seus traços realmente denotam sua idade; não é mais criança como parecia ser há um ou dois anos atrás, não é? e a brisa e a areia me cegam para o que poderia ser tão bacana e bonito se ao menos eu me permitisse agir como ando fazendo com quem você diz ser próxima a você.

será que você é apenas mais uma de minhas fantasias não concretizadas? eu não sei dizer, garota. mas eu sei que você mexeu comigo como poucas fizeram. e até acho que mentiria para você e para os outros sobre para quem esse texto realmente é direcionado, apenas para não contar a verdade numa vã tentativa de me proteger.

eu te contei que sonhei com você?

provavelmente não.