Sunday, May 28, 2006

porque, as vezes, desenhar no paint não é nada libertador.

fotolog.net.starphaser.

Thursday, May 18, 2006

uma dorzinha do lado esquerdo fica me incomodando, enquanto meus aparelhos eletrônicos vão se desmantelando e quebrando. ainda consigo fazer funcionar, não perdi de todo o brilho que um dia tive mexendo com esses gadgets; mas desta vez, só consigo deixar pela metade. os anos passei esquecendo dos meus amigos semi-robóticos me foram penosos pois desaprendi um bocado. e agora tudo funciona pela metade da velocidade e com eixos de mal contato. é como se eu me consertasse, mas ao mesmo tempo uma metade minha ficasse quebrada, malfunctioning, o lado esquerdo (ou o direito) completamente paralizado, uma cãimbra elétrica.

e ainda tem a dorzinha, física, interna, arrastando, me incomodando. mesmo o sono não a faz passar e eu sempre acreditei que uma noite de sono pudesse curar todos os meus males. não gosto de dormir, ao menos para isso o sono deve servir! mas ela continua lá, latejando, triturando a pouca sanidade restante aqui. "é só muscular", dizem, mas em meu medo já acho que é maior, gigantesco, avassalador. mas é só um incomodozinho, não deveria importar tanto. mas grandiosidades começam pequenas. tenho medo.

além de consertar os dois já mencionados, preciso dar um jeito num outro. mas esse é bem mais difícil porque eu sou um preguiçoso e insisto em não andar para frente. fico parado, estatelado, com a dorzinha chata e o computador quebrado.

Wednesday, May 03, 2006

não adianta. sigur rós mexe demais comigo. estou me lembrando de um zilhão de coisas do passado ouvindo o agætis byrjun depois de algum tempo. meu deus! esse disco é tão belo, tão perfeito... não foi a toa que ele me fez criar uma banda, que ele me fez ter uma visão diferente da música como um todo. foi ele que abriu as portas de vários estilos pra mim, ele que me trás tantas lembranças boas e amargas do passado, ele que me remete a um felipe completamente diferente desde de hoje em dia e ainda assim, mesmo com toda a carga que eu coloco nele, ele me soa novo, e consegue me arrancar uma profusão de lágrimas que eu insisto em segurar. soa verdadeiro, sincero, como um grito de alguém da banda gritando "olhe para nós, isto é verdadeiro, isto é honesto!"

como uma banda consegue criar sons que mexem tanto com nossas emoções como o sigur rós é algo que eu não vou nunca conseguir fazer nem entender... um ápice de sensações, provavelmente estou me repetindo. mas é que quero escrever o que não se pode, quero escrever o que não exista língua que consiga expressar, quero apenas escrever o quanto esse album me toca e me faz sentir.

graças a deus que existe o sigur rós. graças a deus.