Sunday, February 27, 2005

hah. e parece que alguém me ama e só o que faço é achar que todos têm algo contra mim. e vou me distanciando para não parecer intruso na vida de ninguém, embora continue sendo na minha própria por ser umbiguista demais e achar-me centrado demais em mim mesmo. talvez eu devesse me entregar às situações. o problema é que fazê-lo soa-me infantil demais. mas talvez eu esteja sendo-o nesse exato momento.

ah, meus brainstorms queridos...

Sunday, February 20, 2005

sinto a admirar meus pensamentos queimar. quando vou me encontrar e descobrir o que faz amar?

sento a contemplar o futuro me enganar. quando irei reconquistar a sinceridade do olhar?

e sobra aqui uma canção de amor - e sobre aqui uma canção de dor.

e esse mal
que quer me amar
e esse mal
que quer casar

sinto a contemplar meus pensamentos enganar. quando vou me reconquistar e descobrir o que faz olhar? e sobra aqui uma canção de dor. e sobre aqui uma canção de amor.

"mal". uma música nova que fiz aí. é bem direta até.

boa noite, amigos.

Thursday, February 17, 2005

ei, acho que arrumei um bico. que beleza!

tentei agradecer à pessoa que me indicou, mas a linha estava ocupada.

Tuesday, February 15, 2005

cada dia mais essas férias me revelam coisas supreendentes. embora, talvez, eu já soubesse mais da metade delas - muito previsível. mas são aquelas coisas que achamos que vão acontecer apenas por um desejozinho nosso; aquela pitadinha de esperança.

ah, não sei. talvez minha habilidade de fazer músicas não se dê mais quando gosto de alguém ou quando sofro por alguém e sim quando estou sendo correspondido num sentimento.

deve ser por isso que só ando fazendo músicas fracas ultimamente.

texto fragmentado mode on.

Sunday, February 13, 2005

a mão esquerda suja e negra de uma noite infeliz de tentativas vãs de felicidade momentânea. a descoberta triste de um relacionamento às escuras de pessoas que você um dia pensou confiar. o choro calado de uma pessoa que nunca poderá ser entendida nem compreendida. mãos e criatividade cansada que não consegue mais fazer músicas do jeito que um dia fluía. e o violão encostado num canto pedindo para que se crie e nada mais consegue ser dito, apenas as lagrimas silenciosas caindo sobre seu ventre cor de vinho. e apenas um acorde em do maior ressoa em seu quarto triste, pensando um piano aplacar toda a dor que sente por estar como sempre se sentiu mas nunca acreditando que todos esses sentimentos um dia viessem a voltar.

- é meu rapaz, a vida é uma puta mas ela quer seu bem.

então a puta continua a brincar com seus sentimentos e fala para que você se dê mais trato. você pensa ignorá-la, apenas por um breve momento, porque não é realmente o que incomoda sua mente. é aquela sensação de vazio que você sentia dois anos atrás, quando nada disso existia, quando os tempos eram outros, quando você ainda conseguia transar como se nada mais existisse.

quando ainda era puro, inseguro, sexual e sensitivo. hoje, quase tudo se perdeu por causa do cigarros, das bebidas, do roque e de todas as coisas pelo qual já passou. mas algo nunca morrerá, e será sua sensibilidade. e é a única coisa que você realmente desejava que morresse, a única coisa que você sempre quis estar em segundo plano. a única coisa que dói, que faz com que você se sinta um lixo, um verdadeiro paciente de natrum muriaticum, uma pessoa que não consegue comer quando precisa ou que come demais quando não é necessário.

é. você precisa de um café. da mesma maneira que eu preciso voltar a escrever e parar de chorar e de sentir.

Tuesday, February 08, 2005

droga. voltei a escutar portishead. sei o que isso significa. o problema é que, no momento, não há ninguém para solucionar a situação.

mas eu já cansei de falar sobre isso na música pop. não será aqui que voltarei.

Monday, February 07, 2005

lembrete: fica se escondendo, não? inútil. tenho muitos meios - inclusive, um bem conhecido por você, rapaz - de saber se está ou não tentando camuflar-se atrás de capas cinzas. pois eu sei de linguagens que não sabe, eu sei ver onde estão os buracos, eu sei ler nas entrelinhas mesmo que hoje em dia isso não faça parte da minha verdade. as coisas que aprendi quando era adolescente me servem até hoje. então, cara, isso aqui é para você. pelo tom da coisa, sabe de quem estou falando.

jack of all trades, master of none.

Sunday, February 06, 2005

ando perdendo muito minha cabeça ultimamente, e deve ser consequencia de tanto álcool. esqueço as coisas, faço outras que normalmente não faria, tenho ansias de vômito, entre tantas outras estranhesas. ontem mesmo, sob efeito efeito do álcool, fiz o que normalmente não faria. não que eu necessariamente me arrependa de tê-las feito. é apenas que o parafuso que estava perigando finalmente caiu. então loucuras suscederam. mas não saiu da cabeça que falta alguma coisa aqui, em meus textos. coisa que, obviamente, também falta em meus amigos. talvez eu realmente precise parar de beber, ou então resolver me afogar nessa vida que meu corpo tanto se inclina a entrar mas minha cabeça tanto insiste em negar.

gastr del sol.

Saturday, February 05, 2005

será que tem mais vinho 'qui em casa? - solucão de meus problemas através de um merlot. nessas horas eu me lembro do pierrot.

Thursday, February 03, 2005

...estou sentindo que hoje eu quero escrever, escrever as palavras atropeladas como um pensamento, pausa para mente divagando e não necessariamente olhando para as palavras sendo digitadas, é, assim que minha mente anda, entorpecida por não conseguir sair do lugar, por se esforçar e ver tudo como não queria, droga, os anos passam e tudo continua a mesma coisa, é cerveja, é cigarro, é roque, é um bando de indie(otas?), é a pausa para digitar alguma coisa, é a profusão e sentimentos, são os olhos começando a lacrimejar por agora, é a lembrança do passado e a desesperança do futuro, é um sem-fim de dor, uma não aceitação, é uma crítica intensa a sí próprio, é um objeto de loucura chamado persona, claro, tinha que ser grifado, ai! meus olhos doem, não é do escuro, pausa para um sentimento resetado pelo que resta de razão aqui, um, dois, três, pronto, agora o sentimento pode transbordar, uma pausa para uma coceira no ouvido, sim, ouvido maltratado de tanto roque, roque, roque, desenho, desenho, desenho, sem-grana, sem-grana, sem-grana, por que tudo que sei fazer não dá dinheiro?, e aí começam a aparecer as questões e o cérebro vai funcionando como qualquer um outro, non-stop, os pensamentos atropelados, por que?, droga, por que tantos porques?, a mente aflinge e enxuga e gotas de neurônio vão vazando a cada reclamação, olha só, vou até discotecar com o nome de "as reclamações" ou "os reclamões" ou algo parecido, ha ha ha, eu sou uma piada em todos os memomentos, mas tem que ser assim mesmo, não é, rir para sobreviver, todo mundo te olhando, repreensão de mais um sentimento, maldito meio público, púdico, merda, queria estar trepando, ah, mas só serve com uma pessoa, e essa pessoa não existe ou está além do seu alcance, é?, mas você tem ideia de quem seja?, não, e as coisas vão caindo, e eu...
acabei de escutar o letting off the happiness do bright eyes e senti que precisava escrever. sobre qualquer coisa, não sei, apenas expressar algo para alguém, apenas embaralhar mais ainda meus pensamentos. porque aqui dentro está tudo mexido. foi como se colocassem tereza and thomas no meu ouvido e batessem um liquidificador lentamente com a voz quase-sussurrada do conor oberst.

e depois ainda leio na pitchfork que o melhor disco dele é o i'm wide awake, it's morning... pffff!

droga. droga. por que dói tanto? eim, senhor oberst, por que? ghhhh. kinda freaks me out that there's someone so like me and so not like me.

Wednesday, February 02, 2005

é tão fácil! basta medir as palavras. claro, com isso perdemos um pouco de eloquencia e talvez nos tenham como "quietos", mas basta ter falsa-gentileza, basta elogiar na hora certa. todos gostam de você, é popular, as namoradas começam a aparecer e até ex-namoradas voltam a falar-lhe. és pleno.

e aí você chega em casa, olha sua lista de amigos no orkut, checa seu e-mail, bebe um gole de água, entra no seu fotolog, no fotolog da namorada, no fotolog da ex, no seu site favorito de notícias e tudo isso faz com que você não consiga realmente parar para perceber o quão patética é sua vida e como você joga no lixo tudo aquilo que lhe foi dado.

percebes que não tens nenhum amigo de verdade? tenta desesperado resolver os problemas da maneira mais simples e rápida possível. sonha poder um dia tê-la em seus braços, o que provavelmente vai acontecer. as pessoas são ludibriáveis - consegue enganar qualquer um com um golpe de ar, com um risco no papel.

é tão fácil que as vezes larga um sorriso. o que apenas te torna cada vez mais vazio, cada vez mais triste, cada vez mais só, cada vez mais parecido comigo. embora você negue e os versos não mais consigam te alcançar.

és pobre.