Sunday, January 30, 2005

e o que fica aqui é a tristeza.

e talvez um pequeno sentimento de esperança para com o futuro. estruturação, cara, é isso que você realmente precisa, mas eu não sei como fazer isso, basta você parar de acreditar em certas coisas que tem como verdades absolutas.

Friday, January 28, 2005

e como sempre, existe algo mais impedindo que eu chegue em algum lugar com o que realmente quero. quando tudo parece funcionar, existe um impecilho, um obstáculo a ser vencido. e muitas vezes tropeço nessa pedra no meio do caminho e tenho que voltar ao começo, como se estivesse jogando um jogo de tabuleiro e caísse com meu peão numa casa que dissesse "volte todas as casas".

mas continuo a rolar os dados enfrentando as dificuldades da vida e não tomando apenas um caminho como mestre. embora me machuque e cada vez que me decepciono sobra uma ferida no rosto. ele já está todo machucado; são provas do passado.

Wednesday, January 26, 2005

eu sempre quero mais. esse é meu problema, eu exijo demais. e as pessoas não estão preparadas para aguentar a possível profundidade que eu tenho. ou então, elas simplesmente não estão preparadas para aguentar toda minha maluquice. já me disseram que eu inspiro densidade. não sei se era verdade, mas foi bom pensar um pouquinho assim, porque pelo menos naquele momento...

...eu não me senti reduzido.

Friday, January 21, 2005

arranquei a força um cabelo branco hoje, causado pela dor de sentir que nunca estaremos no mesmo mundo, mesmo eu tendo que viver nele atropelando o que penso e o que faço, inclusive, dizendo coisas que não realmente gostaria e perdendo-me no fluxo de imagens que minha cabeça fez de você. suas mãos tem unhas duras, como mãos de um rapaz ou de quem trabalha muito duro, mas apesar de tudo, ainda retém um pouco daquela velha mocinha que você se tornou, juntamente à seu corpo.

não falo aqui de nada. falo aqui de tudo e me atropelo nas minhas conclusões e pareço cada vez mais com quem nunca pensei parecer.

Tuesday, January 18, 2005

...it seems like it never happened. even with a caring shoulder holding my tear with its bearded grasp, even with all the confort provided by words of comon-misery, it seems like it never happened. not just the friendyish situation, but also what was always known and kept hidden. in a closet with all malicious toughts, with all unpronounced words. but hearts tends to subside eventually. minerva always starts when you least expect and even some words that at the beggining may sound harsh, becames flowers tingling in my ears and some actions may pass without it's needed attention, even if they did hurt deeply. is this the sensation that i've always really felt i needed?

a japanese singing in my ears healing my wounded heart. maybe i can keep my thoughts on planet earth, or should i start looking at the country of the rising sun? it's all in my songs, they predicted what was about to happen. maybe that fox i saw today in a glimpse of a sight told that this would be strange. she ran away before i could talk to her, but her scent's still here and everything is as it used to be. i really would like to be harsh sometimes but i rather keep on walking on the narrow paths i've chosen for this life.

my words have taken me for granted. the advice i gave doesn't fit. maybe it's time, at long fucking last, to be bigger.

- escrito a muito tempo aqui. estava guardado aqui, nas minhas coisas. postando por postar e por achar que está bem escrito e por não conseguir dormir.

Monday, January 17, 2005

mas agora se relaciona com os góticos. não aqueles post-punkers bacanas e sim aqueles que se vestem todos de preto, pintam os olhos igualmente de preto, usam adornos prateados-no-formato-de-cruz e pulseiras e gargantilhas negras com pequenas pontas prateadas - chamam de "spike", mas eu não consigo me acostumar com isso.

então, na hora de se vestir para sair à noite, desiste de suas roupas antigas, com cores intensas. não usa mais amarelo, ou vermelho; agora coloca um vestido preto, uma meia calça preta. o que houve com aquela velha sombra verde que usava? provavelmente está jogada num canto de seu banheiro, pois seu estilo agora é apenas o preto.

e senta-se a conversar sobre melancolia com seus new-found-friends. eu fico largado num canto, fumando meus cigarros, bebendo minhas cervejas, usando minhas roupas normais e minha barba mal feita.

coloco os pés sobre a mesa e ninguém parece notar ou se incomodar com isso; forço-me mais conforto. ao mesmo tempo, cuspo pensamentos no cigarro pensando que ele pode trazer alguma coisa. então fico lá, sozinho, interiorizando os sentimentos e as palavras, rangendo os dentes, sibilando uma música do low, vendo você com seus novos amigos que não tem absolutamente nada a ver com você.

grito por seu nome na minha cabeça e você me responde com um olhar. ei, melancolia! tem um formato engraçado.

melancolico, eu? não.

eu sou a angústia. e talvez, a tensão também.
olhando o som que eu curto, vendo as músicas que componho e tendo as reações que tenho, vejo que tenho a cabeça de um punk-rocker. mas não daqueles dos anos 70 e sim, daqueles influenciados por eles. daqueles que usavam a estética punk para tocar rock ou daqueles que usavam a estética punk para tocar jazz. ou seja, presunçoso, pretensioso. assim como escutar um disco do gastr del sol.

sou ambicioso quando se trata de música. quero fazer algo que transcenda o que estou fazendo, mas com meus conceitos ainda é impossível. gostaria de sair do tom - literalmente - e fazer coisas realmente experimentais, com manipulação de volume, tempo e estrutura. isso eu já tento fazer.

mas eu ainda sou pop. tenho uma veia por melodias e harmonias bonitas.

sou uma contradição ambulante.

Saturday, January 15, 2005

...e meus pensamentos pousam sobre o planeta terra dos garous. uma vontade de abraçar a causa da minha estrela interior paira aqui desde tempos remotos e parece finalmente desabrochar em algo maior. histórias são criadas dentro de nossa cabeça e as vezes elas vão tomando proporções gigantescas que distorcem um pouco do que realmente é a realidade. ainda assim, contos feitos transformam e o devaneio sobre pisar em solo firme, agachar e cheirar um pouco da terra até que a lua chegue e revele-me uma bela forma theurge é existente, ao menos nesse momento. quando for dormir, abraçarei sonhos com o planeta e meus amigos de matilha, todos sofrendo pela mesma causa.

mas não se engane: estou só e não estou falando do apocalipse. muito menos do rpg.

Friday, January 14, 2005

a cabeça no chão, os olhos congestionados olhando para o teto, como se estivesse flutuando sobre planos-mentais, uma sensação de peso no campo visual, o corpo largado como se não realmente existisse e como se tudo fosse poeira vermelha, que lembrasse o sangue ou talvez a conjuntivite que ataca aqui dentro. uma voz fala, está deprimido?, não não estou, só estou um pouco cansado, sempre que fica deprimido tens os olhos congestionados, é apenas engano não tenho nada, está certo então - a voz passa a fitar-me de maneira que os booms das guitarras saindo das pequenas caixinhas de som já não conseguem mais aplacar o som do olhar e eu levanto. apenas por que é necessário e algo pisca aqui. então eu respondo a piscadela rapidamente e fico ansioso fico tenso fico triste fico feliz numa proliferação de sentimentos que não necessariamente consigo explicar. e então eu olho para o céu mudando de cor numa tonalidade rosa-lilás, o por do sol é lindo!, e caio pensando em comer e, talvez, beber. ghh.

Wednesday, January 12, 2005

i can hear so much in your sighs
and i can see so much in your eyes
there are words we both could say
but don't talk, put your head on my shoulder

come close, close your eyes and be still
don't talk, take my hand and let me hear your heart beat
being here with you feels so right
we could live forever tonight
lets not think about tomorrow
and don't talk put your head on my shoulder

come close, close your eyes and be still
don't talk, take my hand and listen to my heart beat
listen, listen, listen.

don't talk, put your head on my shoulder
don't talk, close your eyes and be still
don't talk, put your head on my shoulder
don't talk, close your eyes and be still
don't talk, put your head on my shoulder

- the beach boys, don't talk (put your head on my shoulder)

Friday, January 07, 2005

zelda 64 pode ser um jogo antigo. mas é um jogaço e é o único jogo realmente bom para nes 64.

Thursday, January 06, 2005

estava olhando o site do emily tries (que precisa ser atualizado, aliás) e vi uma porção deles tocando numa extinta casa de shows chamada casarão amarelo, que ficava em copacabana, perto da fosfobox (fosfobosta?).

que saudade. que saudade MESMO. se pudesse, voltava a tocar lá todo fim de semana como fiz durante bons 3 anos de minha vida. era assim mesmo, the crunch, lp... até a lírio branco já tocou lá. numa época mais morna e ingênua do underground.

cara... tantas lembranças.

Wednesday, January 05, 2005

e dois-mil-e-cinco me começa com um gosto um pouco saudoso na boca. não, não, não é o que estão pensando, é apenas aquela sensação de deja vu constante ou então apenas a sensação gostosa de estar dando alguns passos tentando recuperar o que se perdeu num ano totalmente improdutivo como dois-mil-e-quatro.

fico feliz também por ter voltado a minha rotina escrivinhadora e os pensamentos novamente fluírem. sinto-os abalados, obviamente, por minha vida extremamente nociva à minha saúde. mas ainda assim os pensamentos fluem como nunca, embora prefiram ficar velados à sensações. talvez eu esteja cada dia mais tornando-me mais impulso e intolerante e crítico ou então, cada dia me entendendo mais e tornando-me um cara mais sereno. qual será a próxima verdade que procurarei?

o caminho parece tão extenso. e pela primeira vez em muito tempo, eu posso abrir um sorriso gostoso por estar sentindo algo que nunca senti antes. possivelmente as pessoas interpretarão tudo errado, pensarão que é um sentimento "x". não não não.

é justamente o contrário.

mas está frio aqui.

Monday, January 03, 2005

ultimamente venho tendo sonhos com pessoas que não vejo há muito tempo. são sonhos que mostram uma situação aparentemente possível de acontecer no mundo real. o que tive essa noite, então, me provou isso e me deixou um tanto quanto alarmado, imaginando se esses sonhos são apenas sonhos ou se são premonições – aqueles truques que a cabeça nos prega gentilmente.

eu estava na casa da matriz. provavelmente, numa maldita de natal, ou em alguma festa próxima ao natal. eu não estava me vendo e, sim, olhando a tudo através da primeira pessoa, como se aquilo realmente estivesse acontecendo, sem medo de parecer irreal ou distorcido. as paredes da casa permaneciam estáticas, alguns rostos conhecidos passavam – eu me localizava no bar, em frente ao caixa novo, quando resolvo me dirigir à pista de dança.

uma mão encosta em meu ombro e vejo um rosto que um dia já foi muito conhecido falar algumas coisas. fala-me algo sobre presente de natal, ou ano novo, que se lembrou de mim, um pedido de desculpas? – não me lembro muito bem. mas sei que me entrega uma barrinha de chocolate de embalagem vermelha e – e isso eu lembro claramente – um papelzinho enrolado.

não sei se guardei a barrinha de chocolate no bolso ou coisa assim, mas lembro-me de desenrolar o papelzinho. estava amassado e tinha uma estampa bonita verde. ao começar a ler os escritos, vi que era um desses papeizinhos que a gente pega quando está na fila de banco – aqueles sobre promoções de contas e seguros – só que o que estava escrito nele era engraçadinho: um quiz.

dei uma risada e exclamei alto “um quiz!”. a pessoa deu uma risada junto comigo – sim, ainda estava na minha frente – e acho que pediu para que eu continuasse a ler. ao faze-lo, vi que era uma bateria de perguntas sobre relacionamentos e o que eles significavam para mim. talvez quisesse que eu fizesse uma auto-avaliação ou, melhor ainda, uma re-avaliação? não sei dizer.

mesmo porque, depois disso, o que sobrou foi apenas um tingido vermelho de sono onde os pensamentos se perderam

Saturday, January 01, 2005

hoje eu tive mais uma de minhas idéias estranhas sobre projetos sonoros. eu colocaria o nome como "red fog" ou alguma coisa desse gênero. seria uma coleção de músicas com enfoque shoegazer e muito, mas muito barulho de guitarra. a capa do disco seria apenas vermelha e o nome do projeto apareceria em uma cor um pouco mais escura, talvez vinho. o encarte consistiria de algumas fotos, minhas ou do estudio que estaria gravando, com uma máscara vermelha por cima, dando um efeito de como se todos as fotos estivessem com uma forte fumaça vermelha por cima. - daquela idéia de perfect first date, sabe? o encarte não teria letras e as músicas também não teriam nome. algo como um sonho, também como eu vejo barulhos de guitarra.

as músicas, claro, contariam todas uma só história que está desenvolvidinha aqui dentro da minha cabeça, talvez para virar um filme ou esse projeto de disco ou ainda um livro - ainda que fininho. porém, sinto que minha vocação está em escrever através das melodias, e a idéia de um disco conceitual sempre me pareceu muito apelativa, desde que eu comecei a escutar roque progressivo - a long time ago.

misturar shoegaze com progressivo, rock alternativo com clássico! uma mistura interessante, com vocais em português, embora o inglês soe muito melhor sempre em qualquer coisa. gosto de minha lingua, sabendo que muitas vezes não parece, haha. certo, então, a gente pega todas as linhas de guitarra fodidas que vou gravar, coloca um vocal falsetado em cima, quase apagado. talvez algumas músicas não precisem de bateria, o que só facilitaria as coisas.

ufa, eu precisava colocar para fora de alguma maneira apenas uma de um zilhão de idéias - tolas - que tenho sobre música.

espero ter chateado vocês.