vens pulando, pulando, pulando e passas. finges não me reconhecer, o que é de meu agrado: também é algo que eu faria das muitas coisas em comum. olho-a, olha-me. soltas um sorriso safado, quase sexual, o que faz com que eu imagine ainda mais teu corpo magro por cima do meu. acaricio mentalmente seu rosto com minhas mãos; mas ao menos um abraço eu ganho seu, daqueles apertados e gostosos de sentir. e por um momento eu levanto da terra e subo aos céus - e ele é verde, como seus olhos. uma imensidadão de dourado, branco e verde. és um sol em miniatura, eu agradeço por apenas conhecê-la. quem diria que um dia cresceria assim? gosto da esperança que subtrai minh'alma. que me faz fazer tantas musicas felizes quando penso em você, mas nenhuma palavra consegue sair.
hoje, eu confesso, fiz algo desprezivel pensando em você. se ao menos fosse minha, seria um ato de pureza incontestável, mas pertences a um outro alguém - será que ainda? diz que gosta dos atos proibidos desfarçando-os. mas eu percebi com algumas coisas que fala para mim, mesmo fingindo ser uma maluquice momentânea. não és maluca. és uma pérola no meio das pedras.
eu gostaria ainda mais de te ver saltando só pra mim.
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