hoje ouvi histórias de que você nunca esteve presente. mas eu sempre estive. a te ouvir, a te compreender, a rir e, principalmente, a te amar. me sobram apenas resquicios do que um dia eu fui, mas ainda existe um eu aqui. me escondo atrás de uma pretensa não afirmação do eu e do desprendimento pessoal, quando é justamente o contrário que acontece. me escondo para que as pessoas não consigam ver o que realmente sou, o que realmente penso, o que realmente faço de minhas coisas. mas me escondo para que você não veja. não veja nada. nem um pouquinho dos sentimentos por você. falta pouco para que me declare de novo e estou com medo. estou com muito de medo de sempre ficar sozinho.
a quebrei. e agora não tem volta.
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