logo quando acho que vai melhorar, ainda insiste em me dar um pontapé de pensamentos. e volto de uma casa noturna cheio de dejetos proliferando minha boca e me dando vontade de vomitar. ainda mais, por ver não concretizados sonhos recentes. mas isso não é o mais importante. o que realmente vale são os questionamentos feitos quase a base de lágrimas ouvindo o inverno mais longo, quando bloqueamos nossas portas por percebermos que não existem pessoas o sufiente bravas ou corajosas para transpôr nossos medos, aflições, angústias e tristesas. mesmo diante disso, ainda ainda insisto em procurar em um lugar onde não conseguirão ver o que realmente sou ou entender o que realmente faço. são todos rasos e pútridos, presumindo semelhanças inexistentes, perguntando a si mesmo sobre banalidades, tornando-se felizes momentaneamente. de que vale tudo isso? gostaria de ter uma conclusão sobre todas essas noitas, sobre todos esses devaneios, mas é em vão. não chego a uma conclusão. e o que sobra são pensamentos de "amigo", pensamentos de "irmão", quando sou tudo menos isso! de que valem todos os estratagemas que construí cautelosamente em minha mente quando tudo soa vazio? e volto para casa pensando no exterior e em como minha vida pode estar baseada lá. não existe mais nada a ser explorado aqui. está na hora de descobrir novos oceanos e debandar. talvez eu esteja comendo palavras.
mas o que sobra aqui é a tristeza. ou melhor, a angústia. que nunca me deixou, apenas deixou-me brincar por uns breves momentos para que eu pudesse saber o quanto me sinto só sem ela e o quanto me sinto só com ela. está na hora de mudar mais uma vez, mas não sei no que. não adiantam mais os cortes de cabelo, as mudanças musicais ou faculdade, nada mais serve, parece ser tudo coberto cada vez mais por aquele preto escuro e denso que existia e pensei não mais.
apenas sorvi a energia própria pensando que outros estavam a fornecer-me. mas nada. certas pessoas sempre estiveram certas ao afirmar o que pensam de mim e agora começo a questionar-me sobre. mas ainda prefiro tentar viver minha vida de ilusões com bissexuais alcoólatras do que ficar pragmatizando tudo que penso.
já chega. está na hora de dormir e tentar quase enxugar os olhos. muitas vezes escrevo para realmente isso. quase chorar. porque sei que existe algo aqui que precisa sair. desde que fui deixado só.
desde o ano retrasado. onde perdi aquela pureza que um dia reinava aqui.
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