Thursday, February 03, 2005

...estou sentindo que hoje eu quero escrever, escrever as palavras atropeladas como um pensamento, pausa para mente divagando e não necessariamente olhando para as palavras sendo digitadas, é, assim que minha mente anda, entorpecida por não conseguir sair do lugar, por se esforçar e ver tudo como não queria, droga, os anos passam e tudo continua a mesma coisa, é cerveja, é cigarro, é roque, é um bando de indie(otas?), é a pausa para digitar alguma coisa, é a profusão e sentimentos, são os olhos começando a lacrimejar por agora, é a lembrança do passado e a desesperança do futuro, é um sem-fim de dor, uma não aceitação, é uma crítica intensa a sí próprio, é um objeto de loucura chamado persona, claro, tinha que ser grifado, ai! meus olhos doem, não é do escuro, pausa para um sentimento resetado pelo que resta de razão aqui, um, dois, três, pronto, agora o sentimento pode transbordar, uma pausa para uma coceira no ouvido, sim, ouvido maltratado de tanto roque, roque, roque, desenho, desenho, desenho, sem-grana, sem-grana, sem-grana, por que tudo que sei fazer não dá dinheiro?, e aí começam a aparecer as questões e o cérebro vai funcionando como qualquer um outro, non-stop, os pensamentos atropelados, por que?, droga, por que tantos porques?, a mente aflinge e enxuga e gotas de neurônio vão vazando a cada reclamação, olha só, vou até discotecar com o nome de "as reclamações" ou "os reclamões" ou algo parecido, ha ha ha, eu sou uma piada em todos os memomentos, mas tem que ser assim mesmo, não é, rir para sobreviver, todo mundo te olhando, repreensão de mais um sentimento, maldito meio público, púdico, merda, queria estar trepando, ah, mas só serve com uma pessoa, e essa pessoa não existe ou está além do seu alcance, é?, mas você tem ideia de quem seja?, não, e as coisas vão caindo, e eu...

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