arranquei a força um cabelo branco hoje, causado pela dor de sentir que nunca estaremos no mesmo mundo, mesmo eu tendo que viver nele atropelando o que penso e o que faço, inclusive, dizendo coisas que não realmente gostaria e perdendo-me no fluxo de imagens que minha cabeça fez de você. suas mãos tem unhas duras, como mãos de um rapaz ou de quem trabalha muito duro, mas apesar de tudo, ainda retém um pouco daquela velha mocinha que você se tornou, juntamente à seu corpo.
não falo aqui de nada. falo aqui de tudo e me atropelo nas minhas conclusões e pareço cada vez mais com quem nunca pensei parecer.
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