Monday, November 29, 2004

e disse um "alright" num tom um pouco displicente, jogando o resto do cigarro no chão e pisando em cima dele. ajeitou os cabelos com a palma das mãos, coçou o pescoço marcado da noite anterior, aprumou o casaco. quase entrou na loja, mas antes resolveu acender mais um cigarro e pegar uma lata de coca-cola na vending-machine mais próxima. a ansiedade o tomava e ele mal sabia qual seria sua reação ao entrar. mas o tempo passava, e o cigarro e o refrigerante também, e o momento aproximava-se. o que faria? gostaria de alongar mais um pouco aquele doce gosto na boa. mas já estava lá. e não havia mais porque.

então, entrou. e desmaiou.

Sunday, November 28, 2004

o que vem aqui é "pattern against user" do at the drive-in.

musicão.

Wednesday, November 24, 2004

não me levem a mal. o show da lírio branco foi foda. mas apenas no durante. e agora, o que me restou foi um pedaço para ser resolvido. eu poderia encarar com uma nova antiga aquisição e pensar que apenas acarretaria mais trabalho. mas, como sempre, prefiro denegrir, prefiro depreciar. quase fui aos pratos e quase não pude aproveitar inteiramente hrmt pscl. nem as cervejas que tomei.

+ mas agradeço de coração a todos aqueles que foram prestigiar. de coração. mesmo.

agora é pegar os remos e trabalhar. espero que, desta vez, eu e george não estejamos sozinhos nessa empreitada.

Tuesday, November 23, 2004

enrugada, ranzinza, verde, com o fígado problemático. como uma velha chata.

nhhh.

*

e amanhã, lírio branco! aheul!
e o estado de alegria permanece e acho que estou irradiando isso. não sei nem se é alegria, é mais como se fosse paz. não acredito em felicidade e nunca acreditarei. meu apelido me cabe bem. mas existe aqui uma sensação de tranquilidade, de plenitude, desde que se concluiram algumas coisas aqui dentro da cabeça.

desde sábado.

e agora, daqui a algumas horinhas, ensaio da lírio branco para o show. alright, espero que tudo dê certo!

um bom dia! :)

Wednesday, November 17, 2004

estou um pouco alegre. consegui fazer com que minha banda passasse na seleção do festival de primavera - vamos tocar lá quarta-feira que vem. lógico, não é melhor horário do mundo, mas ao menos é algum horário: muitas bandas que tocaram ano passado não conseguiram entrar esse ano. são muitas bandas ruins que nunca chegarão a lugar algum que sempre tocam no festival e impedem bandas realmente boas de entrarem... mas bem.

vamos tocar músicas novas? preciso puxar uma música e tirá-la por inteiro. preciso comprar um cabo e também, um capo novo já que meu antigo sumiu. devo ter algum problema com capos.

- o que está rolando aqui é notwist.

e me lembra uma pessoa que eu gostaria que fosse ao show. muito provavelmente ela não irá - por diversos motivos, mas isso é com ela - mas eu gostaria que ela escutasse as novas músicas da banda pois sei que ela gosta. ou, ao menos, ela costumava me dizer. mas talvez seja mentira como tantas outras que ela me contou.

ah. grande doce de papel borrado! quem dera eu pudesse cantar o que realmente gostaria. agora fica a falta de conseguir se expressar direito e de talvez repetir alguns erros.

bem. estão convidados - dia vinte e quatro de novembro, às treze horas, na pontifícea universidade católica do rio de janeiro, minha banda irá tocar.

no ginásio.

alright!
desaprendi a escrever. como isso se deu, não sei dizer. só vejo que meus textos andam pobres. perderam alguma maestria que antes tinham. talvez eu tenha me desiludido com o ato de escrever ou talvez minha cabeça esteja se fragmentando e concentrando sua atenção em outras coisas. mas sinto falta daqueles textos subjetivos, sentimentais e intensos que escrevia.

talvez isso esteja acontecendo por uma falta de emoção na minha vida. daqueles momentos onde ficamos como sempre fomos e o que se tem é apenas uma expressão de como são as nuvens. falta-me a inspiração que me movia nos momentos de tristeza sentimental. agora o racional domina-me e não sei muito bem como inverter a situação para o meu frágil.

sinto um pouco de falta também de todo o tato que tinha em textos antigos. eu sabia ser bem mais sutil do que sou hoje. agora sou objetivo. ghh. não é quem sou e músicas aleatórias cobrem-me com sua mediocridade. deveria voltar a ler feito um dia fiz, para voltar a escrever bem como um dia fiz.

o que ficou aqui é apenas uma sombra do que já fui. e isso não resume-se apenas à escrita mas sim a meu todo. e ao tentar recuperar os fragmentos perdidos observo que ando usando muitas roupas vermelhas e voltando a ser um pouco criança, com vontade de brincar com meus velhos video-games.

e assim o ciclo vai se repetindo, até que se terá um novo eu. e esse eu será abordado por mais alguém e meu eu se destruirá para se recompor. não necessariamente assim, não necessariamente nessa ordem. mas o meu eu é mudado a cada vez que deixo que meus sentimentos me controlem. e agora eles não estão. e agora acho que não sou mais eu, por deixar um pouco a instintividade de lado.

gfu. aquelas frases de impacto.

Thursday, November 11, 2004

obs: post de ontem.

me ocorreu um pensamento engraçado hoje. daqueles surtos que as vezes temos que fazem algum sentido apenas para conosco - compartilharei o que tive hoje com vocês, leitores. não se importem se não entenderem muito como minha cabeça rasciocina. ao menos alguns de vocês irão se identificar com alguma parte dessa pequena história.

quando eu era mais moço, sempre me apaixonava por meninas com nomes começados pela letra "m". manuela, mariana, marcela, maria... elas faziam minha cabeça, me deixavam louquinho e eu sempre acabava desiludido no final - me envolvendo com elas ou não.

de uns tempos para cá, andei tentando quebrar essa gestalt e conheci várias meninas que me interessaram muito com nomes que não começavam com "m". só que nunca nada com essas meninas deu certo - elas só me fizeram passar mais ainda por deep shit e aqui estou eu sózinho de novo.

talvez, minha sina seja mesmo com mulheres com nomes começados em "m" e eu não consiga ter absolutamente nada com outras. gostaria de não estar preso a este ciclo, mas a vida me mostrou que é melhor continuar como era antes.

reservado, angustiado, cheio de amor platônicos, esperançoso e, de uma certa maneira, feliz.

hoje em dia tudo que eu enxergo é cinza.

Monday, November 08, 2004

considerações sobre são paulo.

- não existem latas de lixo na cidade!

- a galeria do rock é a coisa mais podre do planeta terra.

- o tim festival foi absurdamente bom. pj harvey. brian wilson. the mars volta. tantos sentimentos bons que fico sem palavras que consigam expressar como esses shows mexeram comigo.

- o metrô de são paulo não tem ar condicionado feito o do rio e não existe uma mulher com voz sexy falando as estações.

- comi um cachorro quente bonzão no tim festival.

- o ar de são paulo é quase irrespirável. quase.

- o cigarro lá abaixo de preço \o/

- lá existem pessoas realmente especias e que estão guardadas aqui dentro.

- conheci algumas pessoas que pensei que nunca conheceria. e reencontrei com outras queridas.

- existiam pessoas que eu preferia que não estivessem lá. mas elas não atrapalharam muito pois eu decidi ignorá-las.

- e ainda teve uma menina que ficou me olhando demais depois do show do mars volta. mas eu não fiz nada porque eu não conseguiria dado o estado que meu corpo e minha mente estavam.

Friday, November 05, 2004

- sei que seu fel fenescerá em nome de nós dois. chuva do céu se encerrará para ver nosso depois. como vai ser ruim demais olhar o tempo ir sem ver os seus abraços, seus sorrisos ou suas rimas de amor.

- quero ver você maior, meu bem. para que minha vida siga adiante.

- é um dom saber envaidecer por si, saber mudar de tom!

- amor, veja bem. arranjei alguém chamado saudade.

vale?

viva camelão!