Sunday, October 31, 2004

estou com o cheiro de uma menina impregnado em minhas roupas. uma menina que tenho em alta estima e que reencontrei após alguns anos de hiato. não é o que estão pensando - apenas alguns abraços não fazem nada - mas seu cheiro está impregnado aqui, surpassando até o odor fétido do cigarro. e escutando lnsm trs, do bck, faz-me lembrar o como é bom viver com meus amigos e como pessoas que não vejo a muito tempo significam para mim. mesmo que apenas um pouquinho. e fico a festejar com meus amigos o eterno hino de embriaguez e melancolia. mesmo que nem sempre eles percebam isso, vendo suas vidas darem certo como sempre esperaram ou não.

e eu no meu canto, fumando meu cigarro, bebendo minha cerveja já quente, esperando algo acontecer, desejando que vivesse nos anos sessenta. e tudo é sempre igual, e tudo é como sempre foi. e eu estou sempre sozinho. mesmo com o sabor de alguém impregnado aqui. alguém muito bonita e interessante.

o que sobram são pequenas lembranças de dias que já foram felizes. mas que são apenas lembranças, desde os meus quinze, até meus vinte anos e todos os sentimentos felizes que coroaram esses momentos. e amanhã, a lírio branco irá mostrar-me um pouco desses sentimentos através de todas as músicas que fiz nesse curto período de tempo chamado pós adolescencia. músicas sobre assuntos já tratados nesse blog.

e de como eu não estou mais vivendo uma mentira e de como finalmente ando me encontrando de novo e toda aquela escencia que pensei ter perdido.

sem os acentos.

Wednesday, October 27, 2004

gfu. mas não um gfu fofo. um gfu raivoso. pois agora todas as verdades vêm à tona. e eu sinto ódio, um ódio tão profundo como nunca senti antes. transformei o sentimento sim, mas não pretendia ir para o extremo oposto dele. ainda povoa minha mente quando me masturbo e é algo que não posso evitar. fico sentindo-me desprezível e triste. tirou-me até o prazer pessoal e não posso fazer no momento. apenas ligar o modo "foda-se". mesmo que eu nunca saiba fazê-lo, tenho que tentar. para conseguir retomar algum prazer para comigo mesmo.

sinto ódio por você. uma pessoa que um dia foi tão querida! você já não faz parte de meus sonhos saudosistas e nostalgicos; agora o que sobrou foi decepção e resentimento. se eu soubesse que tudo isso aconteceria comigo, eu preferiria ter sido egoísta e tê-la dispensado no tim festival do ano passado. ah! como teria sido saudável não ver que escolhi errado. seria tão melhor e você seria apenas mais uma garota na minha vida.

sinto pena até do pobre coitado que está com você. és o tipo de pessoa que não merece ninguém. lembro-me dele. apenas mais um brn mlk da vida. o tipo de viadinho que sempre procurou, eu me lembro.

ao menos eu mudei. no fundo, a poeira de estrela era melhor que você. ao menos, do que você se tornou agora. se você reler aquelas cartas que mandei, talvez veja que estrelas apenas se relacionam com semelhantes - deixaste de ser uma há muito tempo, enquanto eu continuei aqui, com minha pequena estrela que acende e apaga numa frequência muito rápida.

a sua estrela apagou no momento que você tentou viver uma mentira comigo.

Tuesday, October 26, 2004

melancolia. foi tudo o que sobrou. e nisso, músicas que fiz a algum tempo atrás começam a fazer bastante sentido. aquelas músicas da minha banda de verdade, aquelas música que falam do anti-sentimento, da racionalização do coração e da tristeza que isso impõe.

talvez não tenha nem sido a melancolia que sobrou. talvez não tenha sobrado nada e eu estou pela metade de novo. são reflexões um tanto quanto inéditas para mim - da mesma maneira que está sendo trocar um sentimento por outro tão bruscamente oposto.

pode parecer infantilidade e eu poderia ser maior. mas preferi simplesmente não ser. as vezes, me concedo certos luxos. como o de ser egoísta, pensar só em mim e me dedicar as coisas que realmente importam, como minha banda e minha faculdade. está na hora de botar a mão na massa.

e de me racionalizar todo de novo.

"... foi tão triste me admirar rindo, te vendo chorar..."

Friday, October 22, 2004

ansiedade.

e o tim festival eim? estou ansioso e com medo ao mesmo tempo. são paulo me assusta. não gosto daquele lugar. mas vale. vale pelas bandas, pela festa. só não vale por uma coisa. droga. pela primeira vez eu gostaria que os paulistas tivessem sido mais rápidos, para que os ingressos já estivessem esgotados quando chegasse para comprá-los.

mas bem.

+ pj hrvy, brn wlsn, grnd, lbrtns e th mrs vlt são as atrações que mais quero ver. e tenho ingresso para todas. uhul.

oke. um pouco de desânimo. existe um culpado.

Wednesday, October 13, 2004

porre. foi o primeiro de um amigo meu hoje. e ao vê-lo vomitar, lembrei-me de meu passado e de sentimentos que eu queria colocar para fora e não consigo. por isso, invejo-o. por ter conseguido sentir o prazer de passar mal com a bebida e de dedicar um tempo, por mais pequeno que seja, exclusivamente a dor que se sente depois de beber muito. por mais que eu tenha me estafado de beber, não consigo mais cair. meu organismo já absorve todo o álcool, e eu fico em casa, a roer as unhas dos pés, aproveitando uma breve sensação entorpecida que me resta.

por isso, sinto uma invejinha dele. apenas pelo tempo que não consigo mais me lembrar. apenas por isso.

Tuesday, October 12, 2004

algumas coisas boas estão acontecendo e eu não estou conseguindo enxergar nenhuma delas. e eu sei porque isso está acontecendo. o problema é que está fora de minhas mãos solucionar o problema. com isso, fico preso, olhando apenas para um ponto fixo, vendo apenas o lado ruim das coisas e me decepcionando cada vez mais com tudo que vivo, que faço, que sou. talvez seja por ser perfeccionista, talvez seja por teimosia. mas eu preciso sair desse lugar que me encontro, eu preciso mudar, urgentemente. eu preciso começar a fazer as coisas que um dia já foram tão importantes para mim.

tenho inveja de quem um dia já fui e gostaria muito de recuperar toda aquela confiança que eu sentia ter. de uns tempos para cá, volta-me que já fui um rapaz extremamente seguro e legal. eu preferia sofrer comigo mesmo, eu preferia ficar sozinho, entre tantas outras coisas. agora, enveredei por um caminho estranho. como andar numa cidade onde nunca fui antes apenas para encontrar uma pessoa que não tenho certeza se estará lá.

e minha cabeça racional insiste em dizer que sou simples e que nada disso tem muito a ver ou que isso vá me causar muitos problemas. mas ao mesmo tempo, sou duplamente facetado, o que faz com que eu chegue a todas essas conclusões dos dois últimos parágrafos. então, eu preciso do psi para ter o raz. okay, nada disso importa muito para quem está lendo. afinal, é apenas a vida de mais uma formiguinha no meio do formigueiro.

mas eu sou uma formiguinha desempregada. hahaha.

a única coisa que me acalma é ouvir brn wlsn - r pryr.

Sunday, October 10, 2004

medo. de que não responda a simples pergunta que fiz. poucos sabem, ninguém entenderá. mas ainda assim, fica o receio de falar algo assim abertamente. principalmente, retratando algo tão puro quanto o medo. aprendi algumas coisas com tudo que costumava me dizer sobre os meios. principalmente os aquosos. e as cascatas ainda estão a gritar seu choro salgado.

mas eu espero. ansiosamente, tensamente, lívidamente. por que me importa tanto um sim ou um não? eu não sei dizer. sempre fui de certezas absolutas até me você me provar o contrário. até apedrejar meu mundo. mas ainda fica aquele gosto se aquele meu desejo poderá ser realizado.

não é pedir muito, porém. mas o que está matando não é o medo, o que está me tirando do sério não é a ansiedade, o que está me fazendo chorar não é o saudosismo, o que me deixa acordado a noite não é o amor.

é a indiferença. it's the silence treatment.

Thursday, October 07, 2004

sigh... e depois de escrever tudo, tenho que conter as lágrimas. em um lugar público elas não são bem vindas e tudo que eu gostaria de fazer agora seria vertê-las silenciosamente, com um cigarro trêmulo na boca. ao menos o tabaco poderá ser fumado e os olhos, vermelhos.

e nisso eu dou uma risada e penso no derrame que tive a pouco tempo.

Monday, October 04, 2004

estrelas. sinto falta de ficar observando-as horas como fazia antigamente. elas brilhavam meus pensamentos enquanto eu focava com meus olhos sua luz, enquanto meus olhos tentavam não deslocar a imagem devido a meu astigmastismo. eu deitado, pensando, com os braços abertos na grama - ou como faço a imagem desses momentos antigos em minha cabeça.

a lua espreitava e aos poucos ia revelando-me seu coelhinho. mas nunca prestei realmente muita atenção nela - apenas quando estava amarelo-avermelhada me fascinava, como um olhar lívido que tenta chamar sua atenção. fitava alguns segundos. mas sempre voltava as estrelas. talvez por menores, menos chamativas, mas com um brilho próprio que se observado atentamente revelam camadas e camadas de caraterísticas próprias.

na cidade onde vivo as estrelas são esparsas. algumas aqui, algumas acolá... não existe aquela nuvem que se ve quando estamos em algum lugar ermo, longe dos sons e das pessoas.

talvez eu devesse voltar a prestar mais atenção as estrelas. e voltar aos lugares que elas me levavam. sem falar uma palavra. contemplativo, calmo, quieto, ponderado. not always phasing like i do now. more like gazing.

Sunday, October 03, 2004

- alo?

e ao receber um telefonema logo após ler um texto seu vejo como ainda estou vivendo num passado confuso. da mesma maneira que quero sua boca, quero a dela também. da mesma maneira que quero seu corpo, quero o dela também. mas ela não deixa. a mim, reservava apenas os lábios. deixava que eu fizesse algumas carícias em seu ventre, mas impedía-me de chegar a seus seios. e eu gostava desse jogo de sedução ébria que ela me impunha. tanto que achei estar gostando demais.

algo me impede de agir ao redor dela, apesar de tudo. bem diferente do que eu tinha com você, aquele sexo violento, insaciável. diziam-me que ela já tinha sido diferente, que um dia ela se deu mais. mas eu não estava lá para tal, quem estava era outro. na época, eu estava apenas a sonhar com alguém que também pertencia a outro. mas sempre me senti atraído por ela. assim como sempre me senti atraído por você.

e eu perdi as duas. você, por erros meus. ela, por receios meus. talvez eu esteja jogando a culpa demais em mim mesmo ou talvez eu esteja apenas querendo me fazer de coitado. mas é fato que, ao assumir culpa, estou sentindo algo e só sentindo algo consigo me sentir vivo. se não, tudo é opaco, tudo é triste, tudo é cinza. não vale a pena viver com expectativas zero, com razão alguma. me movo pelos meus sentimentos.

e quero sentir de novo algo com você ou com ela. porque qualquer uma das duas me fascina. com você seria mais facil pois tenho certeza de que a conheço bem e que meu coração ficaria em paz ao seu lado. com ela seria difícil pela aventura de conhecer, pelo medo, pelo receio.

acho que ficarei com ela. embora saiba que talvez ela nao queira nada comigo além de umas noites de bebedeira e diversão. você já se tornou impossível, algo além de meu alcance.